Quando pensamos no desenvolvimento de websites é importante começar a levar em consideração como este processo pode ser ajustado à procura que é feita por parte de empresas. Mais concretamente como podemos caracterizar esta procura? Quais os níveis pelos quais ela tende a desenvolver-se e como caracterizar os principais proponentes. A estas as perguntas vamos dar resposta.

Desenvolvimento de Websites: Processo Evolutivo

Um aspeto importante no desenvolvimento de websites tem haver com o traçar do processo evolutivo que normalmente se registra quando alguma empresa pretende ter uma presença online. As empresas tendem a assumir uma progressão natural quando optam por desenvolver um projeto digital e este processo pode ser visível no investimento que é feito na criação de websites. Podemos enumerar um conjunto de níveis de desenvolvimento.

Nível 0 – Não existe um website

Nível 1 – A empresa começa a pensar em desenvolver algum tipo de presença online e começa a estrutura-la pela participação em páginas agregadoras de contactos gerais (páginas amarelas) ou destinados à industria em que participa em particular.

Nível 2 – O primeiro site simples é desenvolvido. Um site capaz de ser um portal de apresentação da empresa ao público. Contém informação básica sobre a entidade e descrições genéricas sobre produto ou serviço.

Nível 3 – O site ganha uma dimensão interativa básica. O usuário é capaz de dar a sua informação à empresa e esta corresponde com o envio de resposta ao questionário. Formulários predominam na constituição do site e respostas por e-mail também.

Nível 4 – A interação assume contornos de venda. O site fica capaz de controlar e processar ordens de compra. O que vai oscilar aqui é a intenção da empresa e quão profunda é a intensidade da optimização da loja online. Outras funcionalidades podem incluir aqui também um espaço interativo de apoio ao cliente.

Nível 5 – O site torna-se totalmente interativo. A loja online consolida-se assim como os serviços de apoio ao cliente. E outros são desenvolvidos. A plataforma torna-se capaz de assumir responsabilidades de CRM (Customer Relationship Management).

Como se pode verificar por este trajeto o que tende a acontecer é que primeiramente a empresa está preocupada em (1) publicar/divulgar, num segundo momento aparece a necessidade de (2) interagir, num terceiro momento começam a desenvolver-se as capacidades de (3) venda/transação para num quarto o website ficar com uma (4) capacidade de integração.

Empresas e a Importância de Presença Online

Depois de traçado este mapa geral uma segunda questão pode ser levantada: Será que é possível igualmente desenvolver uma projeção quanto ao tipo de empresas e sua recetividade fase ao desenvolvimento de website e presença online?

O que se pode concluir é que empresas que iniciam a sua atividade nos dias de hoje têm uma maior recetividade em relação à necessidade de ter algum tipo de presença na internet. As denominadas startups, deste modo, consolidam e atravessam os níveis de maneira mais rápida do que empresas tradicionais.

Isto justifica-se com a maior abertura por parte de novos empreendedores em relação aos benefícios que a internet pode trazer para o seu negócio. Quando são desenvolvidos os planos de vendas, promoção e marketing da empresa, a internet aparece como mais uma área a explorar. O que vai oscilar é o tipo de investimento que é desejável fazer nesta área. Mas a sua presença é tida como mais prioritária.

Empresas que se encontram no mercado há mais tempo tenderam a desenvolver as suas estratégias de promoção e marketing de maneira diferente. A prioridade durante muito tempo não passou pela consolidação de um negócio através da internet. Outras se sobrepuseram: venda direta, marketing direto, marketing pessoal ou relações públicas.

O que resulta deste processo é um diferencial que tem vindo a ser identificado na literatura. O trabalho de uma empresa de marketing digital terá sempre que passar por cativar negócios e levá-los a compreender os benefícios de investimento no mundo digital.