O modo como tradicionalmente nos habituamos a ver a disposição no google alterou-se. Quais foram exatamente as mudanças e que consequências esperar das mesmas?

Mudanças

Até agora indivíduos ou empresas podiam comprar publicidade no google e os resultados apareciam tanto em cima como em baixo da busca orgânica. Um terceiro local era do lado direito da busca.

A visualização do motor de busca vai deixar de ser assim.

1. Confirmando testes que já decorrem desde 2010, o próximo passo será remover os anúncios do lado direito. Assim, o novo aspeto do google do futuro apenas indexará informação orgânica e a publicidade paga aparecerá apenas em cima e a baixo desta.

2. Em vez de 3 passarão a existir 4 posições pagas acima  das referências orgânicas

3. Serão 3 as referências pagas em baixo das referências não pagas

4. O máximo de publicidade paga será 7 posições (em vez das até 11 agora em vigor)

O que resultará desta alteração é a aproximação do modo como visualizamos o google nos nossos monitores e em telemóveis.

Consequências

O que trará esta mudança para a implementação de uma estratégia de marketing digital?

1. Desde logo, a relevância que vai ser dada à competição mais acessa na busca orgânica. A relevância que vai ser dada às palavras-chave e ao desenvolvimento de conteúdo internos dentro de sites fará com que, cada vez mais, uma presença online vencedora será aquela que trabalhará esta sua presença com conteúdo. Mas há ainda uma segunda mudança importante.

2. O google poderá igualmente beneficiar mais financeiramente com estas mudanças. Baseando-se na simples lei da oferta e procura há quem argumente que a publicidade no google ficará mais cara. Estratégias de Adwords serão assim mais pesadas para os bolsos dos investidores.

Implementação

Para já não se sabe quando estas mudanças entrarão em vigor em massa. Até agora, conforme verificou a searchengineland.com, há buscas em que elas já aparecem. Com o tempo, tenderão a aumentar até esta novo modelo de indexação e de gestão de publicidade online se tornar universal. Pelo menos é essa a previsão…