Uma das etapas fundamentais em qualquer estratégia de criação de infoprodutos é a elaboração de cursos online. Aqui ficam 7 fases para consolidar o projeto.

Fase de Berço da Ideia. A primeira fase de qualquer projeto exige pensar qual o objetivo genérico do curso: será que ele vem satisfazer uma necessidade pessoal de ensino ou, e mais estrategicamente, uma necessidade do mercado.

Se a resposta for a primeira, o curso irá ter origem no sentido forte que o formando tem por um qualquer assunto. O curso ou cursos resultam da paixão por um tema que encontra expressão na realização de projetos digitais de e-learning. Mas há igualmente uma outra forma de abordar a questão.

Se ao invés de nos basearmos na paixão e formos mais estratégicos em relação ao que queremos fazer, então teremos que ler o que o mercado deseja e procurar respostas que vão ao encontro desse desejo. Aqui o que orienta a criação do curso não é tanto a capacidade técnica do formador de falar sobre um tópico mas sim a sua capacidade de se adaptar aquilo que o mercado quer. Mais do que procurar concretizar uma ideia inovadora ou sua, o formador satisfaz necessidades.

Fase de Concretização da Ideia. A segunda fase de qualquer projeto de criação de cursos online é a da criação de ideias para conteúdos. Aqui um debate emerge entre duas maneiras de interpretar a criação de conteúdos.

O primeiro método é fechado. Desde o início o autor do curso concebe que um determinado tema terá que ser dividido em determinados conjuntos de etapas. Essas etapas formam, deste modo, a divisão que é dada ao curso. Existe pouca margem de manobra para um projeto deste tipo sendo a sua principal vantagem a pouca necessidade de pensar muito ao longo do projeto. Estando ele definido desde o início as ansiedades que podem vir com o tempo e com a pressão de criar mais conteúdo deixam de estar presentes.

Um segundo método existe também. Mais do que ter conteúdos perfeitamente estruturados do início, aqui o formador elabora conteúdos ao longo do tempo e conforme este sente a necessidade do mercado. Neste segundo método, a elaboração de cursos e criação de ideias passa mais por um processo de entendimento genérico de necessidades e elaboração de produtos que satisfaçam e resolvam esses problemas. Os cursos nascem assim espontaneamente ao longo do tempo. Cobrem necessidades e resolvem problemas concretos.

Seja qual for a forma adotada, o importante é fragmentar um produto em vários sub-produtos. A criação de ideias deve seguir este princípio base. Estes dois métodos não são necessariamente incompatíveis igualmente. Muitas vezes o primeiro método pode ser reconstruído para integrar necessidades específicas que não cabem na sua estrutura fechada.

Fase de Concessão. Uma vez elaborado o plano inicial do curso, a próxima etapa é a elaboração dos conteúdos do curso.

Normalmente o formador já sabe um pouco daquilo que deseja debater. No entanto terá sempre que passar por um período de preparação de conteúdos. E aqui terá que trabalhar não só a estrutura genérica do curso mas também a apresentação específica de conteúdos.

A primeira forma de começar é absorver um conjunto de literatura sobre o assunto que pretende abordar. Começar pelo índice é a etapa inicial para se começar a trabalhar na estrutura genérica do curso. Entender como diferentes autores abordam o tema em questão, começar a ler sobre esses temas e desenvolver a nossa própria abordagem global aos assuntos que queremos debater, todas estas etapas fazem parte desta abordagem inicial ao assunto. Uma vez concretizada esta leitura e consolidados os temas, o autor deve começar por escrever a base genérica do seu trabalho. Deve dividir os assuntos que vai debater por grandes temas e sub-temas. Este esqueleto genérico do projeto poderá ser alterado com o passar do tempo, mas é absolutamente essencial.

Uma vez definida a abordagem genérica, chegou a altura de estruturar a apresentação destes temas e sub-temas de maneira coerente. Qualquer apresentação deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Ter o trabalho de conteúdo dividido desta maneira é fundamental para que um projeto ganhe dimensão coerente e que o curso seja entendido como tal.

Ferramentas. Há dois tipos de ferramentas que podem ser usadas nesta fase. A primeira é a elaboração de mapas mentais que ajudaram o formando a entender o desenrolar da apresentação. Utilizar os serviços de websites como o freeplane, mindmesiter ou o xmind torna-se prioritário.

Uma segunda opção é a utilização do PowerPoint. Estas apresentações devem ser vivas e dinâmicas, com imagens e com letra atrativa. Na parte do design do powerpoint joga-se a atração ao conteúdo por parte do formando.

Fase Técnica. A terceira fase de consolidação de um projeto de venda de cursos online é a elaboração de vídeos pelo formador. Nesta fase o formador tem que consolidar conhecimentos técnicos de um conjunto de ferramentas que podem ser adquiridas a preço reduzido.

Ferramentas. Existem quatro ferramentas importantes nesta fase. A primeira é uma câmara. A câmara é essencial para que imagens sejam captadas e que o formador possa ter a oportunidade de passar para vídeo o conteúdo do seu curso. A relevância da imagem pessoal é só uma: conquistar a confiança da audiência e construir laços de proximidade. Esta capacidade de bonding é bastante relevante durante um processo de solidificação de conhecimentos.

A segunda ferramenta necessária para concretizar um projeto de realização de cursos online é o microfone. Ter um microfone de qualidade vai permitir emitir melhor som sendo igualmente uma peça fundamental na criação de vídeos presenciais.

Uma outra ferramenta importante é uma plataforma de gravação e edição de vídeo. Aqui a ferramenta a usar é o Camtasia, mas outras como o Open Broadcaster Software podem igualmente ser usadas. O que estas plataformas permitem é ter a capacidade de gravar um programa e com as ferramentas de edição enxutas que disponibilizam, fazer com que o vídeo tenha uma lógica e um sentido.

A última ferramenta a comprar é um quadro branco onde seja possível escrever os conteúdos da apresentação. Com a possibilidade de desejar apresentar os conteúdos de forma presencial, o formador deve levar em conta a necessidade de ter que escrever e gravar diretamente o plano de formação.

Fase de Apresentação de Conteúdos. Uma vez já elaborados e estruturados os conteúdos programáticos a debater durante o curso e tendo já toda a capacidade técnica à sua disposição, o formador terá que começar a trabalhar na criação do curso.

Existem três métodos de apresentação de conteúdos. Um método indireto e outro método direto. No primeiro, o formador apenas grava os conteúdos a debater sem participação no processo de forma vivencial. A gravação dos Powerpoints é, deste modo, feita sem a participação direta do formador.

No método direto, o apresentador fala diretamente com os formadores e faz ele próprio a apresentação do conteúdo programático. Desde o início ao fim do curso, a apresentação do mesmo é feita “ao vivo e a cores” e de forma presencial.

Apesar de tanto o método direto como o indireto terem as suas vantagens e desvantagens, a utilização mista de ambos é o aconselhável. O curso deve, deste modo, ser apresentado da seguinte maneira:

. Tanto a introdução como a conclusão devem ter uma participação direta por parte do formador. Torna-se importante para a audiência estabelecer laços de relação para com quem a forma.

. A introdução e conclusão de qualquer vídeo devem, idealmente, serem resumidas por parte do autor de forma presencial.

Fase de Lançamento. A penúltima fase é a do lançamento. O objetivo aqui é divulgar o curso em diferentes meios. Uma estratégia simples passa pela criação inicial de um webinário que promova e sintetize a principal oferta. Neste webinário o formando não deve, contudo, ter acesso ao conteúdo na integra. Devem-lhe ser dadas umas luzes iniciais sobre o que pode encontrar mais tarde. Parte integrante deste webinário é o necessário cal to action. No final do webinário, e uma vez dado o conteúdo de graça, o formando deve ser incentivado a comprar o curso.

Ferramentas. Para a criação do webinário a plataforma recomendada é o Google Hangouts. Nela poderá ter acesso a um conjunto de ferramentas que permitem o controlo completo da exposição da apresentação. A principal dificuldade que pode ocorrer nesta apresentação é a de críticas desnecessárias ao produto que está a ser oferecido. Isto pode ser evitado através desta ferramenta.

Depois de realizado o webinário, existem várias ferramentas em que ele pode ser divulgado. Desde logo o website. Mas deve ser igualmente divulgado em diferentes redes sociais como o facebook ou o youtube.

Fase de Comercialização. A última fase da criação de um curso online é a da sua comercialização. Aqui o papel principal cabe ao website e à estratégia de marketing digital que deve servir de apoio ao lançamento. Mas sobre isto falaremos mais tarde.